sexta-feira, 23 de setembro de 2011

TECNOLOGIA VERDE: RUA VERTICAL




Denominado Crystal Gardens (Jardins de Cristal), uma referencia direta à incrível combinação de vidro e espaços verdes, o edifício que abrigará lojas, escritórios e 154 apartamentos, apresentará as últimas novidades em “tecnologia verde”.

A cada seis andares do edifício de 35 andares, que será construído em Melbourne (Autrália),haverá jardins com dimenções suficientes para o cultivo de ávores de até 10 metros de altura - É por isso que seus criadores (CK Designworks) o afirmam como sendo uma "rua vertical".

     Embora telhados verdes e varandas
paisagísticas não sejam nenhuma novidade, de acordo com a afirmação do arquiteto Robert Caulfield, “é a primeira vez que cinco jardins comuns serão construídos no mesmo edifício”.

CAPTAÇÃO DE ÁGUA DA CHUVA

Para conseguir essa façanha, os jardins de 120 metros quadrados de área e 10 metros de altura, cada um serão contidos em caixas, apoiadas em suportes estruturais para sustentar o peso do solo e das árvores.
    
     Como o terreno tem apenas 360 metros quadrados, as paredes externas do prédio - mais de 8.000 metros quadrados - serão usadas para capturar a água da chuva.
"Isso é raro", diz Caulfield. Normalmente, os ventos fortes "golpeiam a chuva para fora do edifício".

     Para evitar isso, serão usadas varandas triangulares e uma fachada irregular para reduzir o movimento lateral do vento, minimizando a fuga da água.

O sistema de coleta de água será integrado à rede de abastecimento do edifício, sendo utilizada para a rega dos jardins e nos banheiros.

Os sistemas de aquecimento e refrigeração também foram projetados em torno dos jardins. Os edifícios convencionais ou usam aparelhos individuais de ar-condicionado, ou longos tubos que bombeiam água quente ou fria ao longo de todo o edifício. "Nós usamos uma versão híbrida," disse Caulfield. Um sistema de refrigeração instalado em cada jardim irá bombear a água para apenas seis andares, três acima e três abaixo. "Os tubos curtos minimizam a perda de aquecimento ou de arrefecimento", diz ele.

     O edifício usará ainda vidros capazes de refletir o calor e iluminação alimentada por energia solar.


O  fim das obras está previsto para 2014.

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